Não fale na crise para os seus funcionários

Por conta da tão desejada transparência, tenho visto presidentes e diretores de empresas começarem e terminarem seus discursos para o público interno falando sobre a crise, seus efeitos e ameaças.

Ao usar a crise para justificar as mudanças e os ajustes que precisam ser feitos, os diretores das empresas acreditam estar gerando aceitação e engajamento por parte das pessoas. Mais do que isso, acreditam estar transformando empregados em “soldados prontos para enfrentar a guerra e dar a sua vida pela empresa”.

Mas, diferente do que a maioria dos diretores pensa, colocar a crise em todas as falas direcionadas ao público interno tem gerado um resultado muito mais negativo do que positivo. Continuar lendo

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Vendendo a Imagem para Dentro

Sempre que começamos a trabalhar para uma empresa, fazemos questão de levantar a percepção dos empregados sobre a imagem da empresa nos níveis interno e externo. O resultado desse levantamento pode ser exemplificado pelas notas cinco/seis para a imagem interna e nove/dez para a imagem externa.

As pessoas são, sem dúvida alguma, muito mais críticas em relação à imagem interna. A imagem externa, na maior parte das vezes, está associada à força da marca e a quantidade de vezes que ela aparece na mídia.

Da mesma forma, é comum as pessoas reclamarem das decisões, programas e processos internos e quando questionados sobre o sentimento de pertencer à empresa, responderem com a palavra “orgulho”.

O orgulho geralmente está relacionado com o tamanho da empresa e principalmente, com a imagem que a empresa possui no mercado.  Continuar lendo

As 150 melhores empresas para você trabalhar

Hoje, praticamente todas as empresas querem estar entre “As 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar” da Revista Você S.A./Exame.

Encontrar o nome da empresa nessa edição especial da revista tornou-se objeto de desejo, especialmente dos profissionais de Recursos Humanos.

Tenho me deparado com empresas que colocam esse como o objetivo maior de qualquer esforço de Comunicação Interna e Endomarketing que venham a colocar em prática.

Alguns diretores argumentam que, em suas empresas, existem tantos aspectos positivos quanto nas que estão entre “As 150 Melhores…”, questionando-se porque ainda não estão lá. Continuar lendo

Liderança: o melhor caminho para a informação

A informação segue dois caminhos:

– por meio das lideranças; e

– por meio de canais, instrumentos e ações.

Esses caminhos são complementares. Entretanto, a liderança pode e deve ser considerada como o primeiro e principal caminho para o conteúdo da comunicação interna.

Vivemos um momento em que muitas empresas já dominam técnicas e estratégias de comunicação interna e endomarketing, mas sofrem com o fato de não terem preparado suas lideranças para participarem desse processo de maneira efetiva.

Hoje, os líderes devem ser capazes de promover o direcionamento da informação, ter uma visão empresarial ao repassá-la e fazer com que ela sirva de fator de motivação para o público interno. No entanto, esse é um longo caminho a ser conquistado.

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A Essência do Endomarketing

A Comunicação e o Marketing Interno estão diretamente relacionados com a gestão de pessoas nas empresas.

Henry Ford dizia: o problema é que cada vez que eu preciso de um par de mãos, vem sempre um ser humano junto com elas…

Para construir os carros que o tornaram um empresário conhecido no mundo todo, Henry Ford precisava apenas de pares de mãos. Mas com esses pares, vinha sempre o ser humano com toda sua complexidade e variabilidade.

A relação capital/trabalho nunca foi fácil de ser administrada e a realidade atual nos mostra que, aos poucos, está se tornando cada vez mais difícil.

Há quem diga que, no Brasil, o empresário tem a imagem de padrasto. E o funcionário, de um enteado que guarda um grande rancor no coração.

Obviamente, esse sentimento de rancor é também derivado de uma economia instável e de uma sucessão de esperanças e desesperanças.

No entanto, apesar das dificuldades que têm enfrentado, as empresas brasileiras parecem já ter entendido que ambientes corporativos baseados no paternalismo, no favor, na desinformação e no desestímulo geram uma força de trabalho servil, triste e desunida.

Pessoas felizes produzem mais e melhor. Essa é a essência do endomarketing. Continuar lendo

Bendito seja o público interno.

Walt Disney disse: você pode criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas você ainda precisará de pessoas para transformar esse sonho em realidade.

O endomarketing pressupõe que toda pessoa precisa saber e sentir que é necessária, mas isso nem sempre é possível. Hoje, por uma questão de custo, muitas empresas somente conseguem fazer a comunicação interna de massa, colocando todas as pessoas dentro de um mesmo patamar, independente de cargo ou função.

A palavra indivíduo é uma tradução latina do grego atomon, de Demócrito: o que não pode ser dividido. Já Boécio definia indivíduo como multiplamente aplicável: o que não pode ser subdividido, de modo nenhum, como a unidade ou o espirito; o que, por sua solidez, não pode ser dividido, como o aço; o que, tendo predicação própria, não de identifica com outras semelhanças.

Quando, no cotidiano, há referência ao indivíduo, também transparece a ideia de unicidade. Quando alguém nos pede: “respeite a minha individualidade”, parece dizer: “repare, sou diferente de você e quero ser visto como tal”.

Ser um indivíduo é, portanto, ser igual a si mesmo, diferente do outro. Continuar lendo

Ouvindo o Público Interno

Por mais que se fale na importância da comunicação de mão dupla, para que as pessoas não apenas recebam informações, mas tenham a oportunidade de falar, questionando, sugerindo e contribuindo com ideias e opiniões, esta ainda é uma questão bastante delicada para as empresas.

Muitas ainda têm medo de implantar processos interativos ou ouvidorias, e com razão. Os processos interativos que proporcionam aos empregados a oportunidade de contribuírem com ideias e sugestões para a empresa, na maior parte das vezes, não têm sucesso.

Poucas são as empresas que estão preparadas para colocar em prática todas as ideias e sugestões que chegam através dos programas interativos.

Ao verem que a empresa não consegue adotar suas ideias e sugestões, os colaboradores passam a desacreditar do programa.

É por isso que, quando visitamos empresas, encontramos caixas de sugestões espalhadas pelas áreas, sem que haja algo dentro. Quando perguntamos, as pessoas respondem: essas caixas são de um programa que nem existe mais.

Obviamente, é importante contar com a participação do público interno. Mas não para tudo.

O líder tem um papel muito importante no sentido de fazer com que o público interno sinta-se ouvido. Saber ouvir é, talvez, uma das técnicas de comunicação mais desafiantes. Como comunicador, a eficiência do líder pode ser dificultada ou melhorada pela maneira com que ele ouve o que as pessoas dizem.

Saber ouvir garante a sobrevivência de qualquer tipo de relacionamento, seja ele pessoal ou profissional. Além disso, ao saber ouvir, o líder é capaz de entender corretamente e elucidar as intenções da equipe. Portanto, criar um ambiente em que seja possível ouvir de forma saudável é fundamental, se o líder desejar que a outra pessoa sinta que a conversa dos dois é realmente importante para a empresa.

A importância do Posicionamento Interno

Assim como uma empresa deve posicionar-se para fora, no que diz respeito ao mercado, também deve posicionar-se para dentro, em relação ao seu público interno.

Afinal, posicionamento é o ato de desenvolver a imagem e a oferta da empresa de forma a fazê-la ocupar um lugar distinto e valorizado na mete do consumidor, neste caso, o empregado.

Segundo Al Ries e Jack Trout, dois publicitários nova-iorquinos que popularizaram esse termo, posicionamento não é o que se faz para uma empresa, mas o que se faz para a mente do consumidor.

No marketing interno, a regra é a mesma, ou seja, o que importa é o que se faz para a mente do empregado.

Assim como no marketing externo, ao posicionarmos a empresa na mente do colaborador, temos que fortalecer uma posição privilegiada como, por exemplo, a número um, a maior, a mais capacitada etc.

A única diferença para o marketing externo está no fato de que essa posição não necessita ser exclusiva, ou seja, não importa que seja adotada internamente por outra empresa.

O importante é que a empresa seja a número um para o seu colaborador e que ele acredite e lute para mantê-la nesse patamar.

Mesmo assim, o posicionamento psicológico provocado pelo endomarketing precisa ser sustentado por um posicionamento real, a fim de que não se estabeleça apenas um jogo mental e, sim, uma relação de credibilidade entre a empresa e o funcionário.

Os três compromissos da liderança

Em uma de minhas viagens a São Paulo, comprei no aeroporto de Congonhas o livro Os Três Compromissos da Liderança, escrito por Tom Endersbe, Jay Therrien e Jon Wortmann. Acredito que este livro tem muito a ensinar sobre o papel da liderança em uma organização.

O livro aborda três compromissos da liderança: clareza, estabilidade e ritmo.

° A CLAREZA significa transparência em comunicar fatos e decisões à equipe, minimizando boatos e gerando confiança.

° A ESTABILIDADE significa que ninguém quer um líder que reage e atua de forma diferente em situações diferentes. Um líder estável gera segurança. Continuar lendo

Sorria, você trabalha aqui!

Não tenho dúvidas de que é essa a frase que os gestores das empresas gostariam de dizer todos os dias aos colaboradores que se sentem infelizes por acreditar não ter oportunidades de desenvolver seu potencial na empresa e por não encontrar um significado para estar ali.

Existem muitos caminhos para dizer isso aos colaboradores de forma a provocar uma percepção positiva, por exemplo “que bom que eu trabalho aqui”.

Mas, para isso, é preciso sair do conceito de “doação”, até porque todos sabemos que quanto mais uma empresa dá aos seus colaboradores, mais eles querem. É preciso sair do benefício pelo benefício.

Atualmente, as boas práticas de recursos humanos estão presentes na maioria das grandes empresas. A dificuldade está em fazer as pessoas perceberem isso como oportunidades a usufruir.

Que as empresas têm mudado para melhor e que a gestão de recursos humanos está cada vez mais competente, especialmente naquelas que possuem milhares de empregados, não é novidade para ninguém. O desafio está em permitir que as pessoas conheçam essas mudanças e as entendam como positivas, divulgando-as corretamente, por meio de ações de comunicação interna.